Congresso Discute Transplantes em SC.
 
As técnicas mais avançadas em transplantes de órgãos são apresentadas num congresso que reúne mais de mil especialistas do mundo inteiro em Florianópolis (SC). A tecnologia traz esperança para quem está na fila de espera. Mas para os pacientes brasileiros, há uma notícia preocupante: há três anos o número de doadores vêm caindo.

O especialista francês que fez o primeiro transplante de face do mundo apresenta, com sucesso, imagens inéditas do transplante de mãos. Um ano depois da cirurgia, o paciente tem condições de retomar a coordenação motora a ponto de colocar uma linha na agulha. Jean Micheal conta que, como esse, foram feitos até agora apenas dez transplantes no mundo.

Outra novidade apresentada nesse congresso é o uso de órgãos de doadores acima de 45 anos de idade. “O que se faz hoje é usar doadores com mais idade, 50, 60 e até 70 anos, se tiverem boa saúde podem ser doadores de órgãos e é o que Santa Catarina está tentando fazer", diz Maria Cristina de Castro, da associação de Transplantes de órgãos.

Santa Catarina é o único estado do país onde o número de doações de órgãos cresceu no último ano. Atingiu padrões europeus e americanos com 14,7 doadores por milhão de habitantes, um número três vezes maior que a média nacional. “Um passo fundamental foi trabalhar no treinamento de profissionais que atuam em emergências e terapia intensiva para que eles pudessem de modo fácil identificar os potenciais doadores", explica o Gerente de Transplantes de Santa Catarina, Joel de Andrade. “Quem tem que fazer a notificação são as comissões de doação intra-hospitalares e isso não esta funcionando em mais de 80% dos hospitais brasileiros, embora seja lei", acredita a médica.

A fila de espera para transplante no Brasil chega a 70 mil pessoas e um estudo do IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, alerta para um futuro preocupante. “Como está diminuindo a doação e a lista de espera só aumenta, esses tempos estão tendendo ao infinito, ou seja, muitas pessoas vão morrer antes de ser transplantadas", completa a Dr. Maria Cristina. “Nós dependemos da solidariedade das famílias, porque só assim nós poderemos ter uma vida normal", fala Humberto Mendes, paciente renal.

Há três anos a média nacional de doações era de 7 em um milhão de pessoas. Em 2007 caiu para 5,4 em um milhão. Para tentar aumentar esse número, a Campanha Nacional de Doação de Órgãos, que deveria começar no dia 17 de setembro – que é o Dia Nacional do Doador –, já está em vigor e vai até o fim do mês.

Fonte: JornalHoje



 
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