CONFRATERNIZAÇÃO 2008 - InCor-HC/FMUSP

 

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Festa com show beneficente da banda Tihuana, no dia 17 de dezembro, às 10h, pacientes e profissionais das equipes de transplante de coração e de pulmão do Incor.

O Incor – Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, maior centro de transplante cardiopulmonar no Brasil, fechará 2008 comemorando o número de vidas salvas com a chance de um novo órgão: até o momento, foram realizados 28 transplantes de coração de adultos e 22 de pulmão em adultos e jovens, representando respectivamente aumentos de 75% e de 30% nos procedimentos com relação a 2007. Os números só têm sentido porque, por trás deles, estão mais vidas salvas neste ano, o que é muito gratificante para as equipes do Incor e mais ainda para seus pacientes, diz o Prof. Dr. Noedir Stolf, presidente do Instituto do Coração. "Merece uma comemoração e um agradecimento especial à sociedade, que, com as campanhas de mídia, tem cada vez mais tem se empenhado na doação de órgãos para transplante".

É com essa disposição da sociedade que as equipes de transplante de coração e de pulmão contam para reverter em 2009 a mortalidade de pacientes em fila de espera, que ainda é bastante alta – respectivamente 40% no transplante de coração adulto, 60% no de crianças e 30% no de pulmão. "O raciocínio é simples: quanto mais transplantes realizados, menos mortes em fila de espera", explica o Dr. Fábio Jatene, diretor do Programa de Transplante de Pulmão do Incor que, neste ano, ultrapassou a marca de 100 transplantes realizados desde o início do programa, em 2000.

O Incor tem capacidade instalada para realizar por ano 60 transplantes de coração de adultos e 40 depulmão. "No que cabe às nossas equipes, continuaremos a nos esforçar para aumentar esse número até nosso limite", diz Dr. Stolf. "Esperamos que a sociedade civil e o governo se mantenham sensibilizados, como têm estado até este momento, para que o sistema de transplante no País consiga atender a demanda e que, assim, mais pessoas possam ser salvas".

Um dos momentos de destaque da festa que terá o show beneficente da banda Tihuna será o da presença de crianças e de adultos transplantados no palco, para cantar junto com a banda e comemorar a nova chance de vida.

Entre esses pacientes, estão personagens que comoveram a opinião pública, pelo drama que viveram na espera do transplante. Estarão lá Rodrigo de Melo Marques, de 5 anos, que ficou sete meses internado em estado crítico até realizar o transplante, em dezembro de 2007; e Felipe Watanabe, 3 anos, que viajoudesde o Japão para fazer a cirurgia no Incor, em fevereiro deste ano.

ESFORÇO DE EQUIPE

A força dos números e das realizações que colocaram o Incor como o campeão dos transplantes de coração e de pulmão em 2007, em São Paulo - segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde -, e como um dos principais centros transplantadores na América Latina, guarda estórias marcadas pela dedicação e até mesmo heroísmo.

Não são poucas as vezes em que os profissionais do transplante de coração e de pulmão trabalham madrugada a dentro, finais de semana e feriados. Isso sem contar os episódios em que os cirurgiões têm que acionar pessoalmente todas as instâncias possíveis, como as polícias militar e civil, para conseguir transporte a tempo de captar um órgão, seja ambulância, helicóptero ou avião de pequeno porte.

Nessas situações, uma ampla equipe de retaguarda fica à espera do órgão, no centro cirúrgico, na preparação do paciente para a operação, de maneira que não seja desperdiçado sequer um minuto de tempo.

Uma nova chance de vida para os pacientes é tudo o que a equipe de transplante do Incor busca. E, segundo os profissionais que nela atuam, todo esse esforço compensa quando a vida do paciente é salva e ele pode reassumir suas atividades em família, no convívio social e no trabalho.

O INCOR E OS TRANSPLANTES

Em 31 anos de existência, o hospital somou mais de 400 transplantes de coração realizados em adultos e crianças. Entre 2000 (quando o programa de transplante de pulmão do Incor foi reativado) e 2008, foram feitos 102 transplantes de pulmão em adultos, grande parte deles bilaterais, ou seja, de dois pulmões ao mesmo tempo.

O resultado do Incor em transplantes se deve ao empenho de cardiologistas, pneumologistas, cirurgiões e equipe multiprofissional, que envolve diretamente mais de 50 profissionais.

A atuação desse grupo vai desde o momento em que o paciente é indicado para o transplante, passando pela manutenção da vida até a operação, a cirurgia, a recuperação pós-operatória e o acompanhamento clínico contínuo do transplantado por toda a vida. A infra-estrutura hospitalar requer centro cirúrgico, unidades de terapia intensiva e enfermarias de alta complexidade.

Os cardiologistas e cirurgiões do Incor foram pioneiros no transplante de coração no Brasil. Em 1968, a equipe do Prof. Euryclides de Jesus Zerbini, um dos fundadores do Incor, realizou o primeiro transplante cardíaco do país e segundo do mundo.

O Incor foi pioneiro também no desenvolvimento do primeiro coração artificial do Brasil, em 1993, que é utilizado até hoje em pacientes do Instituto para mantê-los em condições de vida até que surja o órgão para transplante. Nos próximos anos, o hospital deverá lançar o primeiro coração artificial infantil.

16/12/2008
Rita Amorim
Assessoria de Imprensa
Incor-HCFMUSP

 

 

 

 

 

 

 





 
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