DEPOIMENTOS

EDILSON PALANCIO

Bom, eu me chamo Edilson Palancio, fiz o transplante pulmonar no dia 20 de Outubro de 2004, e tenho como doença de base a fibrose cística.
Minha vida antes do transplante era muito limitada, pois eu tinha falta de ar continua, tossia muito, fazia inalações com broncodilatadores e antibióticos todos os dias, além de várias internações para limpar o pulmão de tantas infecções, e tomava antibióticos com frequência

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Fui encaminhado para a lista do transplante lá pelo final de 2001 e começo de 2002, meu quadro pulmonar já era bem grave, até tossir sangue eu tossia em muitas ocasiões, o que ia limitando ainda mais o quadro pulmonar.


Ia ser encaminhado para o transplante em Porto Alegre, pois aqui em São Paulo onde me trato ainda não eram realizados transplantes pulmonares dos dois pulmões.


Mas na época em que ia ser encaminhado, os médicos do Incor já começaram a falar em realizar o transplante bilateral em São Paulo mesmo. Realizei todos os exames que tinham que ser feitos, até que me janeiro de 2002 eu entrei para a fila do transplante.


Aguardei por quase dois anos, mas sei que este tempo é bem variável, pois depende do tipo sanguíneo, tipo físico entre outros fatores, e, por mais que se fique ancioso à esperar por uma ligação dos médicos, neste dia 20 de Outubro eu estava em um cinema quando fui chamado.
No dia mesmo antes de sair, eu fiz uma inalação para poder passar algumas horas com menos cansaço, e comentei com minha mãe - E se me chamarem para o transplante mãe? no que ela disse - Bom se for você vai com Deus e vai dar certo.


E no dia por volta das 2 horas da tarde fui chamado pela doutora Marlova, que é uma das médicas da equipe do Incor, e na mesma hora que ela falou comigo no telefone, já me vi saindo do cinema rápido mesmo, nem sei como, acho que a vontade de fazer o transplante além da fé me impulsionaram nesta jornada.


Neste dia minha mãe tambémn tinha saído, e não consegui localizar ela pra ir comigo ao Incor, mas liguei pra minha tia pra ela ir até lá me encontrar, e liguei também pra um grande amigo, o Toninho, que já tinha feito o transplante a mais tempo que eu, ele me disse que iria acender uma vela pra nossa senhora e que estaria torcendo.
Fui para o Incor, cheguei lá por volta das 3 da tarde, e logo subi para o quarto para ser preparado.


Desci mais ou menos umas seis da tarde para o centro cirúrgico, onde foi bem rápido tudo por lá, e quando me dei conta, já me vi acordando no outro dia, meio zonzo com tudo, bem anesteziado.


Depois de um tempo me desentubaram, e a primeira coisa que me lembro é de uma sensação maravilhosa de pela primeira vez respirar sem um peso no meu peito, uma sensação indescritivel, mas maravilhosa. Agradeci a Deus e de lá pra ca minha vida tem melhorado a cada dia.
Hoje minha vida é muito tranquila, sem falta de ar, canseira, e com um animo excelente.

A todos os que estão na espera de um transplante, principalmente um transplante pulmonar, saibam que é uma melhora surpreendente, e que vale muito a pena, além de uma equipe fenomenal, a cirurgia tem evoluido muito ao longo desses anos.

Quando aguardamos por um transplante notamos que um gesto simples como respirar, quando é limitado, é doído demais. E quado recuperamos essa capacidade, esse pequeno ato, vemos que a vida é feita de coisas bem simples, mas fundamentais demais para vivermos.

Agradeço a todos os meus familiares, amigos, e a equipe de anjos que sempre cuidaram de mim, Deus os abençoe sempre.
Deus abençoe a todos vocês, um abração, té+...ED.

 





 
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